O professor não é mestre
Não – Carlos Alberto Leréia
Sim – Tadeu Jayme (membro da Comissão da Advocacia Jovem)
Pesquisa recente do governo sobre o ensino público superior mostra que o corpo docente das universidades federais tem 230.000 professores. O dado curioso é que 35% deles têm mestrado e 21% doutorado. Esse povo tem tudo na mão, recebe para não dar aula, pode fazer pós-graduação quando quer, até no exterior, ganhando, além do salário, bolsa do governo brasileiro e do outro país quando a instituição é estrangeira. E não faz. Preguiça pura. Agora sei pq a academia gosta tanto do Lula. Questão de identificação.
Escrito por Pequiman às 14h07
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Fé
Não – Castro Filho (ministro do STJ)
Sim – César Augusto (apóstolo da Igreja Apostólica Fonte da Vida)
Pesquisa do Serpes afirma que a maioria dos goianos votará “sim”. Não é surpresa. Sempre a província está do lado errado.
Adolfo Pérez Esquivel, argentino Prêmio Nobel da Paz de 1980, está em Goiânia para a comemoração dos 46 anos da UCG. Defensor dos direitos humanos, desnecessário dizer que é um esquerdista doente. Hoje, O Popular publicou uma entrevista com o velho descabelado. E descerebrado. Entre outras barbaridades, selecionei uma resposta para ilustrar o pensamento mofado do hermano.
O Popular – “Países como Estados Unidos e Inglaterra suspendem direitos civis para combater o terrorismo. Qual a sua análise sobre essa questão?” Esquivel – “Quando se restringe as liberdades do cidadão, entramos nos processos totalitários, no fascismo. Isso está ocorrendo nos Estados Unidos. Quando falamos em terrorismo, precisamos entender o que significa essa palavra. Há grupos ocultos que atuam fora de toda lei. Mas também há um terrorismo de Estado, praticado pelos Estados Unidos, e um terrorismo do qual pouco se fala: o terrorismo econômico. A FAO, entidade da ONU para a alimentação, estima que morrem mais de 35 mil crianças de fome por dia ao redor do mundo. Isso é terrorismo econômico. A humanidade está em condições de superar a fome, mas não o faz porque há concentração de poder econômico, militar, político. Nações estão sendo desapropriadas. Não somos países pobres. Somos países empobrecidos. Empobrecidos por saques impiedosos de nossos mais diferentes recursos, por transferências enormes de capital. Nossas dívidas externas já foram pagas muitíssimas vezes. Quanto mais pagamos, mais devemos e menos temos.” Ô meu Deus. Esse pessoal nunca aprende. Me intriga muito o comunismo na América Latina, ligado à Igreja Católica. Esquivel é amigo daquela turminha de sempre, da Pastoral da Terra. Marx deve se revirar no túmulo. Mas o que mais me indigna é a má-fé dos fedidos. Esquivel não dá um pio sobre os ataques que Estados Unidos e Inglaterra sofreram. Relativiza o terrorismo. Não dá nome aos barbudinhos do Oriente. Cita um fantasioso terrorismo de Estado, mas não mostra provas. Eu vi as torres gêmeas caindo. Eu vi os trens despedaçados. Será que montaram em estúdio, como a chegada à lua? Os Estados Unidos estão se transformando em uma ditadura, mas o Afeganistão e o Iraque eram legais. E o que os Estados Unidos têm a ver com a fome na África, provocada pela natureza implacável, por governantes corruptos e pela população tribal? Mandam dinheiro, comida, roupas e remédios e tudo é desviado, mesmo sem interesse econômico nenhum no continente perdido, onde o mercado consumidor inexiste. As vítimas viram vilões no pensamento torto e canhoto. A maior sacanagem da esquerda é a manipulação de dados. Sua retórica é cruel, deturpando fatos. Só posso acreditar em má-fé.
Escrito por Pequiman às 14h18
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Sem limite
Não – Alcides Rodrigues (vice-governador de Goiás)
Sim – Roberto Célio, o Xexéu, presidente da Fundação Otavinho Arantes (Teatro Inacabado) e líder do grupo Nóys é Nóys. [pausa] Agora que vc conseguiu parar de rir, leia a justificativa do intelectual: “Necessitamos mostrar às futuras gerações que um cidadão de bem não precisa de qualquer tipo de arma para garantir sua integridade física e moral, senão a temperança e o respeito mútuo. Sim ao sonho de um desarmamento total e irrestrito do cidadão, do bandido e da polícia!” Eu não esperava muito de um sambista, mas a imbecilidade de Xexéu me surpreendeu. Ele diz que para se proteger basta a gente se respeitar e ter calma. Tá certo. Mas o bandido nos rouba justamente pq não respeita, porra. Eu respeito os criminosos. Muito. Afinal, eles têm arma. Xexéu ainda quer desarmar a polícia tb. Ele sonha com um mundo sem armas. Xexéu, me deu vontade de enfiar um cano de 44 no seu cu. E vc, leitor, quer ficar na companhia de um idiota como esse?
“Crash” apresenta situações que só podem acabar mal. O improvável faz com que acabem bem. O roteiro é bem-construído, mas utiliza uma série de recursos de comédia, como no final. Bobo. E tinha tudo para ser legal. Opção, né?
Filmes que eu assistiria na Mostra de São Paulo:
“Dig!”
“Lemming – Instinto animal”
“Clube da lua”
“Oliver Twist”
“Palindromes”
“Além do azul selvagem”
“Impulsividade”
“Where the truth lies” “Flores partidas”
Escrito por Pequiman às 09h12
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Grelo
Não – Waldemar Naves do Amaral (presidente da Associação Médica de Goiás e professor da UFG): “Dois grupos sociais temem profundamente o povo: os governantes (os políticos) e os bandidos. Desarmar o povo é torná-lo refém desses dois grupos, e daí podem surgir as ditaduras, especialmente de esquerda. Portanto, a favor do cidadão de bem e contra toda essa lama que aí está, voto ‘não’.”
Sim – Daniel Goulart (deputado estadual)
Ontem tive que ouvir mais batatadas. Começou quando um cara disse que iria votar “não”, mas que mudou de opinião depois da campanha da Veja. Segundo ele, algo que a revista defende não pode ser bom. Perguntei para ele se algo que a Globo defende pode ser bom. Ele gaguejou. Como se não bastasse a sua análise rasa, ele disse que não gostava da Veja pq o veículo é “de direita”, é PSDB. Tive que tentar explicar que o PSDB é esquerda. Que a Veja é tucana, sim, e que defender a propriedade privada não é uma atitude “de direita”. Que não existe direita no país, existe “muito esquerda” ou “menos esquerda”. Ele disse tb que não gostou da forma acintosa como a Veja se posicionou em relação ao referendo. Argumentei que essa é uma das poucas macaquices brasileiras elogiáveis, ao imitar o comportamento da imprensa estadunidense. Que é muito melhor vc saber o posicionamento de um veículo, ao invés de se enganar com uma mídia pretensamente imparcial, como a Globo. Que não existe ninguém imparcial. O cara continuou resmungando e começou a insinuar com grunhidos que eu era tucano, “de direita”. Desisti. Deus me livre de ser rotulado como tucano. Quem me conhece sabe que não me enquadro em direita ou esquerda. Sou liberal. Economicamente, me distancio da esquerda por ser a favor do Estado mínimo, menos impostos, menos leis. Socialmente, me distancio da direita por ser a favor do aborto, da eutanásia, da liberação irrestrita das drogas, do Estado laico. A discussão iria ficar longa, né? E ele não iria entender. O rapaz acredita que é comunista e disse que o PSDB “vendeu o país”. Não consegui conter o riso. Ele tem um celular de última geração e o usa o tempo todo. A privatização foi muito ruim, né? O cara é cineasta e tem uma câmara digital de 4.000 dólares. Provavelmente, deve meter o pau no Collor tb. Tá vendo como não dá para conversar com gente assim? E eu ainda fico tentando. O pior é que pessoas como ele são maioria absoluta. Em tempo: meu interlocutor de ontem fala “clítoris”.
Escrito por Pequiman às 09h57
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O turco e o advogado
Não – Marcos Fayad (“O macaco que bebe a água do único poço é o macaco que tem o porrete.”) Sim – Presidente da Associação Goiana dos Advogados
Escrito por Pequiman às 08h13
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Imprensa
Não – Demóstenes Torres e Altair Sales Barbosa (professor da UCG)
Sim – Wolmir Amado (reitor da UCG) e Henrique Rodovalho
Justificativa de Barbosa, professor da UCG, para o seu voto “não”: “O referendo generaliza a realidade urbana, que é diferente de locais isolados onde a arma funciona como elemento de apoio, como força psicológica. E acredito que o governo será incapaz de controlar o tráfico de armas, que poderá aumentar.” O Popular de hoje prometia uma reportagem séria sobre o referendo. Como o esperado, só deu argumentos a favor do “sim”, contado historietas sobre acidentes domésticos com armas. Não me espanta a posição do jornaleco. Repete tb a falácia da turma do “sim”, que para engordar suas estatísticas de mortes banais por armas de fogo transforma “acerto de contas de quadrilhas” em “vingança” e “brigas por bocas-de-fumo” em “rixas”.
Escrito por Pequiman às 10h00
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BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Sexo, Música, Futebol
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