Move
Ouvi e li muitas coisas antes de ver “Flores partidas”. Nenhuma procede. Don não encontra algo ao final. Ele termina o filme com a mesma consciência que tinha de si no começo. As críticas diziam que ele parte ao encontro do filho e acaba encontrando a si mesmo. Nada. As mulheres que deixou pelo caminho não mudam a sua opinião. Ele não se arrepende, não se desvia de seu projeto de vida, não esboça reação. O enfado o acompanha do começo ao fim. Só ganha uma paranóia, acreditando ver seu filho em qualquer freak que aparece, o que pode ser confundido com desejo de, enfim, ter uma família. Mas é só uma confusão, e a possível armação planejada pelo vizinho inoportuno e pela ex sedenta de filhos se revelaria um fiasco. Não há desejo genuíno de ter um filho, somente curiosidade. Durante mais de 100 minutos, nada acontece (ou muda). O filme é tão vazio quanto Don. Não esperei os créditos para saber qual é a música de abertura. Alguém pode me dizer?
Sessão especial para deficientes visuais no Cine Cultura. Filme: “Icologia”. Os cegos adoraram o filme.
“Tartarugas podem voar”. Depois dizem que não gostar de filme iraniano, iraquiano ou curdo denota falta de sensibilidade. Torço para que Bush faça terra arrasada do Irã brevemente, começando pelas faculdades de cinema.
Terrorista bom é terrorista morto. Sozinho, sem levar ninguém. “Munique” tem toda razão.
Escrito por Pequiman às 00h05
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