Atração
Vou começar a fazer novas amizades pelas roupas que usam e pelo seu visual. “Ei, vc, com esse agasalho Adidas e cabelo british, quer ser meu amigo?” “Ei, vc, com essa saia xadrez e piercing na sobrancelha, quer ser minha amiga?”
Aos que freqüentam a Estação Pequi: inteligência é extremamente sedutora. Mas isso vcs já sabiam, né?
Escrito por Pequiman às 10h44
[]
[envie esta mensagem]
|
América
Lucrecia Martel é a pessoa que mais admiro no cinema argentino, apesar de conhecer menos cineastas hermanos do que gostaria. Campanella realiza melhor, com mais sensibilidade, leveza e suavidade. Ele é a prova de que dá pra falar de problemas sociais como pano de fundo. A história principal deve ser universal. Uma aula para os brasileiros que se aventuram na tela grande. Mas o conteúdo de Martel me interessa mais. Campanella me faz chorar, como Sorin. Martel me faz pensar. Em “A menina santa”, ela retoma os temas de “O pântano”. A religiosidade do interior latino-americano, o álcool, os índios, a preguiça. E diz que tudo isto é a culpa pelo nosso fracasso. Mas no cerne está a preguiça, a inércia, a passividade, a prostração, o entorpecimento. Todos os outros fatores levam à imobilidade: a religiosidade que reprime e impede de ir atrás dos desejos; o álcool que faz dormir; os índios que são uma herança maldita e preguiçosa. Em seus filmes, Martel provoca interpretações soporíferas, arrastadas, em nome da mensagem. Os personagens ficam deitados a maior parte do tempo. Não fazem nada e, quem faz, faz mal. É o que Lucrecia tem a nos dizer. Não dá nem para saber se os pobres latinos são capazes de fazer algo, pq simplesmente não fazem. A América Latina é letárgica. Abatida. Mole. O torpor é sua maior e talvez única característica.
Escrito por Pequiman às 14h12
[]
[envie esta mensagem]
|