Filme queimado
Não compreendo a comoção acerca dos documentários sobre a vida bandida exibidos na Globo. Claramente manipulados na direção, com a intenção de mostrar como criança injustiçada o que é apenas bandido mirim. O que tem de novidade ou denúncia no filmeco? Um bando de traficantes falando um português destroçado e gírias marginais? Que pobreza. (E não estou me referindo ao ambiente favelado.) Ora, todo mundo sabe que existem pré-adolescentes no crime. E não me venham com a desculpa da falta de opção. Traficante é como meretriz. A puta começa na vida por grana, pq não existe trabalho tão rentável para pessoas de baixa escolaridade. Mas puta é puta tb por gostar de trepar, por gostar de pinto. É a ocupação útil e agradável, que financia faculdade, carro e casa. No tráfico é a mesma coisa. O jovem entra nessa pelo dinheiro, mas tb por gostar de andar armado, tênis caros e sexo fácil. Aí vem o “documentário” tipo Michael Moore dizer que a meninada está nessa por falta de opção. Não, eles estão nessa por facilidade, pelo desejo inerente a todo ser humano de conquistar o máximo possível com o mínimo esforço. Os autores relativizam o crime, induzem a pensar que os bandidos são menos criminosos que os policiais corruptos, que têm direito de impor sua lei. É claro. Eles fazem parte da mesma “comunidade”. Falam a mesma língua. São parceiros. O documentário quer justificar. O problema não é de educação/orientação. É de repressão. Não há recuperação para essas “crianças”. Bandido é bandido, não importa a faixa etária. Para quem perde alguém baleado, não importa se o assassino tem 11 ou 19 anos. É preciso escola e fiscalização para evitar que surjam novos vagabundos. Para os que já existem, cadeia. E vem o ministro da justiça dizer que a solução passa pelo esforço de toda a sociedade, é dever de todos se engajar na luta. Ou seja, que a culpa é de todos. Não, senhor. Eu não tenho responsabilidade nenhuma sobre isso. Eu sou um dos motivos pq estudei graças aos esforços de meus pais? Não aceito. A única coisa que uma pessoa honesta pode fazer é se armar e matar uns bandidos quando necessário. É o máximo de envolvimento que podemos ter com essa gente, mas o ideal é manter distância, com esse pessoal fazendo parte da população carcerária. MV Bill deu seu livro para Lula. Nada mais emblemático. O autor não sabe escrever. O presenteado não sabe ler.
Spike Lee acerta e erra em “O plano perfeito”. Não sei se o acerto foi intencional. Creio que ele quis criticar o combate ao terrorismo, ao mostrar o tratamento uniforme dado aos reféns na procura pelos ladrões, sugerindo que todos são criminosos. Tiro pela culatra. Acabou por justificar. Não há outra opção no combate ao terrorismo. Realmente, os inocentes pagam pelos pecadores. A polícia tem que generalizar. O erro é a cara de Spike Lee. Segundo ele (o diretor tem cacife para filmar o roteiro que quiser, então o avaliza), ladrão que rouba de ladrão tem cem anos de perdão.
Escrito por Pequiman às 09h11
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