Barulhinho bom
Desde 1996 eu não tinha duas noitadas seguidas. Eu não estava nem perto dos 30 e ainda era adepto do consumo irresponsável. Apesar de descobrir que não sou mais criança e não consigo mais me recuperar de duas noites sem dormir em apenas um dia, me diverti muito e não me arrependo.
A maioria das atrações do Goiânia Noise não me agrada. Além das poucas coisas que me atraem, eu vou pq gosto de estar perto da juventude. Os engraçadinhos podem dizer que não tenho noção, mas até que disfarço bem nas rodinhas universitárias. Tenho poucos e curtos cabelos brancos.
Sexta. Amei Rubín. O cara já contava com a minha predisposição argentina e eu já conhecia uma música bonitinha. Comprei dois discos dele, corri pra conseguir uma caneta (que inexplicavelmente eu não carregava na mochila) e peguei autógrafo no encarte. Tirei foto com o celular, já que em mais um caso inexplicável minha câmara não estava lá. Mas nem precisava, pq Joss já colocou uma. Tb comprei o novo CD do Pato Fu e Lucy and the Popsonics. Fiquei até as cinco primeiras músicas do Pato Fu e fui embora. Continuo gostando da banda, mas estou com overdose dos seus shows.
Sábado, já com caneta e câmara. Não ia. Não tinha companhia, fiquei sem graça de ligar para algumas pessoas, mas a Kal acabou convencendo Joss a ir comigo. Chegamos tarde. Motherfish foi uma grata surpresa. Só me restava Jupiter Maçã. O que eu tinha visto do cara ao vivo era chato. Mas eu queria assistir, para aproveitar minha ida. Como o show anterior era de punk capixaba, fui cedo para o teatro e fiquei no gargarejo, colado à grade. E adorei. O cara agora é glam, apesar da cueca puída. Uma garota da platéia invadiu o palco, agachou em frente ao cara e lambeu seu tronco de baixo para cima. Depois chupou os dois mamilos. Acabou o show e fomos embora correndo, para não correr o risco de ouvir algum acorde do Cordel.
Domingo eu não fui. Não queria ver Mundo Livre nem Sepultura. E nem Nação Zumbi, como foi escrito por um jornalista de O Popular hoje. A Nação Zumbi veio no lugar do Mundo Livre ou o cara não foi ao festival e fez a reportagem? Agora, as pessoas. Vi uma pá de gente conhecida, o que evita que eu fique deslocado mesmo se for sozinho, apesar da idade e do isolamento social. Preferiria não ter encontrado algumas pessoas. Mas valeu muito a pena ter visto quem merece registro: Joss, Andrielly (até que enfim!), Razuk, Yasmin, Rodrigo, Samuel e Henrique. Vcs fizeram tudo mais divertido e bacana. Até a próxima.
Escrito por Pequiman às 15h27
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