O Hawaii é aqui
Poucas pessoas leem isso aqui, com uma assiduidade peculiar. Só Joss, Andrielly e Fabiano se importam com as opiniões musicais. E descem o pau quando escrevo sobre Engenheiros do Hawaii. Volto ao assunto pq comprei um daqueles CDs sem encarte, baratinhos (estou quase pedindo desculpas para meus carrascos, justificando a compra), o acústico dos caras (ou dO cara). Tem uma versão muito legal de “Toda forma de poder”. Quando digo que Humberto era o melhor letrista da turma dos 80, o único que lia, sou criticado. O.K. Talvez eu preste mais atenção ao que ele diz, hipnotizado por sua lisa louridão. Não precisa me lembrar que eles faziam campanha pro Brizola, mas “Toda forma de poder” traz posições políticas que mostram pq a banda não fazia parte da tchurma. As ditaduras de Fidel e Pinochet são colocadas no mesmo saco, como deve ser. A galerinha esquerdopata só poderia ficar arrepiada. Chamar de boçal quem atira bombas na embaixada fere os defensores do terrorismo. Dizer que o fascismo fascina, apesar de embrutecer e cegar, é pecado. Difícil não aceitar que Humberto é um cara duca. E a música é de 1986, hein! “Estamos longe demais das capitais” diz tanto, e quem viveu ou vive longe demais das capitais entende muito bem isso; “o que é rock and roll, os óculos do John ou o olhar do Paul?” traduz com exatidão a discussão que nunca acaba; “pensei que era liberdade, mas na verdade era só solidão”; e tantos outros versos... Sei que Humberto tem uma queda por poesia concreta, jogo de palavras, trocadilhos. É perdoável. Me lembro do momento em que ele caiu em desgraça na imprensa. Na Bizz, em uma discussão sobre se Uns e Outros imitava Legião, ele disse que todos tinham a mesma idade e as mesmas influências: Smiths. Foi mortal. Descortinar que Renato Russo replicava Morrissey em todos os trejeitos e temáticas? Ah, isso foi demais! Além de tudo, Gessinger é Grêmio. ... Eu e minha mãe adorávamos “Ponto P”. Pq não tem mais? humpf! Falando nisso, mexendo nos meus vinis, descobri que a Penélope, ainda criança, está na capa do disco “Batalhões de estranhos”, do Camisa de Vênus, com uma faca manchada de sangue na mão. Isto é abuso paterno, não?
Escrito por Pequiman às 10h44
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Vá ao cinema, mas não me chame.
Como se não bastasse ter contado a vida de Seo Ico, Ângelo Lima, o Chaplin (ele não faz mais?), fez um filme sobre Jorge Braga, um cara que se traveste no carnaval (só?) e protagonizou comercial da Pamonha da Vovó ao lado de Paulo Gonçalves. Give me a break.
Escrito por Pequiman às 10h03
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