"Lula zomba de lei antifumo de Serra" (no Radar)
“Lula estava à vontade no jantar de ontem na casa de Michel Temer. Fumou várias cigarrilhas. E ainda teve tempo de zombar de José Serra, o grande xerife antitabaco do cenário nacional. Lula disse que ‘para provocar o Serra’, iria fumar em todo evento que fosse em São Paulo - estado onde acaba de ser implantada (por Serra, quem mais?) a mais severa lei antitabaco do país. Entre uma tragada e outra, Lula contou aos que o rodeavam que é um velho desafiador do ‘é proibido fumar’. Disse que já há 30 anos, no gabinete de Almir Pazzianotto, ex-advogado do Sindicato dos Metalúrgicos e ex-ministro do Trabalho, acendia seu charuto cubano assim que via a placa ‘Não fume’. Provavelmente, Lula não cumprirá a ‘ameaça’ de fumar em eventos em São Paulo. Afinal, Lula nem fuma em público, só em locais reservados, como o jantar de ontem na casa de Temer, onde só estavam senadores, ministros e empresários. Era só gozação com Serra. Mas o tema com certeza incomoda o presidente: não faz muito tempo, Lula disse - desta vez em público - que no gabinete presidencial era ele quem mandava e que, portanto, se quisesse fumar, fumaria.” Não concordo com essas leis tão restritivas ao cigarro, provocadas muito mais pela era politicamente correta do que pela preocupação com a saúde. Mas são leis. O piadista acima é o maior responsável pela execução delas. Como se não bastasse a sua incongruência, ele demonstra o quanto respeita os que o rodeiam, contrariando o pedido de um colega com o qual dividia espaço. Esse cara é triste.
Escrito por Pequiman às 15h20
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Na Veja
“A Amazônia, com 25.000 quilômetros de rios navegáveis, depende do transporte fluvial para movimentar pessoas e cargas. O embarque e o desembarque nas cidades da região são caóticos. Para disciplinar a navegação, o governo decidiu construir 38 terminais hidroviários, com papel semelhante ao de rodoviárias. Em Santarém, a cidade mais importante a receber um desses portos, a obra foi paralisada depois de ter sido encoberta por uma das cheias do Rio Tapajós. Elementar: na Amazônia os rios sobem todo ano no inverno e baixam no verão. O Porto de Manaus, por exemplo, construído por ingleses no início do século passado, nunca foi inundado porque usa plataformas flutuantes. Os engenheiros do PAC reconhecem o erro em Santarém e afirmam que seguirão a receita correta.”
Me pergunto pq os pedreiros brasileiros não seguiram o que dá certo há 100 anos. Capricho? Indolência? Burrice? O atraso nem é questionável, é um fato. O Brasil está séculos atrás de países avançados, como a notícia confirma. No caso, era só copiar. Reconhecida a incompetência criativa, emulemos o que dá certo. Mas não sabemos nem plagiar! Ou não queremos, o que dá no mesmo: fracasso. A gente somos inútil.
Escrito por Pequiman às 11h25
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