Não estamos sós
Me regozijo. Foi preciso uma renomada escritora estrangeira para enquadrar Chico Buarque. Cansei de falar que sua única obra que presta é a trilha de “Os saltimbancos trapalhões”, e não cabe nenhuma ironia, é um elogio verdadeiro. Sempre usei a palavra fraude para designar sua condição de artista. E não posso ser acusado de perseguição ideológica, apesar de sua bandidagem moral e intelectual. Considero-o rei das rimas pobres desde os 12 anos, quando ouvia Replicantes cantar “o Chico é um velho mesmo antes de nascer”. Nessa idade, eu não tinha a mínima preocupação política. Chico é um idiota presunçoso que abusa da babaquice, da inocência ou da ignorância do público. Exatamente o que Edna O’Brien disse. Não, eu não sou um blefador que se alia às pessoas de acordo com a necessidade. Não defendo ou ataco pessoas, e sim opiniões. Por exemplo, creio que pessoas ruins são capazes de praticar bondades. Nunca li Edna O’Brien e não é pelo fato recente que vou ler. Não posso dizer se sua obra é boa ou ruim, mas imagino que a opinião dela seja embasada e respeitável. Se quem fala a verdade sobre Chico é acusado de não ter bagagem e cultura suficientes para criticar o intocável, mostro que quem as tem constata o mesmo. Chico é um bosta, para usar uma palavra que ele tentou transformar em arte e muita gente acreditou. Não preciso nem criticar as suas opiniões, né? É um dos defensores do regime cubano e de Lula. Basta. Falemos sobre sua produção. Musicalmente, Chico é de uma simplicidade absurda. Suas letras são pobres, e nem poderia ser muito diferente. Pouco foi divulgado, mas Edna tb disse que MÚSICA POPULAR NÃO É POESIA, para espanto de tantos. As chiquititas devem estar rasgando as vestes. Seus livros são monotemáticos, falhos, rebuscados. Ele não domina a técnica literária, seu vocabulário é pobre, suas construções são confusas. O Chico escritor é mais uma fraude para enganar trouxa. Quase todos que me rodeiam e leem a Estação Pequi gostam ou endeusam Chico. Alguns podem até dizer: “É, ele tem uma opiniões anacrônicas e tal, mas...”. Não tem “mas”. Nem discuto as imbecilidades que ele diz e pensa. Quero falar sobre o artista, desconstruir a obra, desvendar a fraude, como mostrou a escritora irlandesa. Edna é apenas um oásis, quase ilusório. Um sopro de alívio entre as sessões de tortura, quando o carrasco para pra descansar. Caminho por um longo deserto desde os 12 anos. Daqui a uma semana, quando o fator Edna tiver caído no esquecimento, Chico volta ao pedestal. Aliás, nunca saiu. E continuarei atravessando mais um de meus desertos.
Escrito por Pequiman às 11h37
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